As fotos de uma jovem magérrima, exibida em jornais e outdoors na Itália para advertir sobre os riscos da anorexia, provocaram debate entre políticos e profissionais da publicidade. Para os críticos, a campanha da grife de moda Nolita, produzida por Oliviero Toscani com a modelo francesa Isabelle Caro, é “violenta”.
Clique para ver mais imagens da campanha
Vendo a campanha lembrei de um texto que escrevi, com certeza o tema ainda dará muito pano para manga.
Culto da beleza
Muito se falou sobre anorexia nervosa, depois que a jovem Ana Carolina Reston Macan, faleceu aos 21 anos, vítima de complicações provocadas pela doença. Parece até que ninguém lembra mais de outros casos de “famosas” que já sofreram com isso, como o da cantora e baterista dos Carpenters, Karen Carpenter, que morreu em 1983, aos 32 anos, depois de ter sofrido um ataque cardíaco decorrente de anorexia, o caso da atriz Jane Fonda, por exemplo, que conviveu com a anorexia dos 15 aos 40 anos, a princesa Diana e a surfista brasileira Andréa Lopes, que aos 20 anos, chegou a pesar 38kg.
O que ressurgiu foi a discussão sobre o problema, que achei bem oportuno, já que para muitos, anorexia é apenas uma situação em “que a pessoa pára de comer, porque se acha gorda e quer emagrecer”. Mas vai além. É sobre aceitação.
Até que ponto a nossa cultura vai continuar endeusando meninas, mulheres e pessoas esqueleticamente apresentadas por fotos manipuladas ou aparições em passarelas iluminadas? O padrão atual de beleza é esse, ditado pela indústria que cria roupas e objetos para vender ilusões.
Mas e na vida real?
Quantos jovens ainda sofrerão com isso nessa cultura da beleza atual? Quando a saúde pública levará a sério a saúde mental da população? Quando será que a sociedade se dará conta que a beleza da juventude é efêmera e o que vale é nosso cérebro? Quando o ser humano será capaz de se aceitar como belo e único e parar de se submeter, ainda que de forma inconsciente, à condições extremas, apenas para ser “aceito, amado”?
Oi, Dani. Blz?
Primeiramente, quero dizer que acompanho a pouco tempo o “Ah! Tri Né!” e estou gostando muito.
Quanto ao seu texto, quero comentar especialmente a última frase [advertencia] Não conheço seu estilo de escrever, e por isso interpretei a frase de forma literal [/advertencia]:
Ser aceito e amado é o desejo da maioria das pessoas (pelo menos, daquelas que considero normais, comuns). Desse modo, somos levados a nos submetermos (e tu disseste bem: de forma inconsciente) a determinadas condições postas, mesmo que extremas. E não vejo que isso seja necessariamente ruim ou bom. Depende muito da circunstância.
Nesse caso específico, o padrão de beleza que exalta o magérrimo, vejo que o que deve ser mudado não é o comportamento inconsciente e consciente das pessoas em buscar ser aceito, mas o próprio padrão. É preciso ficar claro que não existe um único padrão de beleza e a beleza está na diversidade.
Mas como fazer isso? Sinceramente, não sei. E não dá nem para culpar a mídia. Pois, apesar dos desfiles de moda serem por ela divulgados, promovidos, é verdade também que a própria faz campanha para informar acerca dos problemas da anorexia e afins, bem como alguns “setores da moda” também o fazem.
E, sinceramente, não consigo entender o que faz as pessoas quererem ser extremamente magras (sei que é doença e tals, mas não entendo). Porque inclusive e principalmente no Brasil, as nossas “sexy simbols” não são mulheres magérrimas (e muitas vezes, nem magras). Vide Juliana Paes e a própria autora desse blog.
No mais, parabéns pelo blog e beijos carinhosos.
A campanha é violenta, sim. Mas só chocando é que talvez se tenha algum resultado. Duas das três filhas de um amigo meu são modelos e, segundo ele, apesar de todo o barulho, nos bastidores as modelos ainda são “incentivadas” a serem o mais magras possível. E é fácil encontrar blogs de anoréxicos e bulímicos (existem homens assim, também) postando e se dando força por conseguir manter a condição.
Algo lamentável…
Essa foto choca mesmo. Em especial quando se pensa que a menina não está assim porque é de algum país africano (não que isso seja melhor, mas é mais “aceitável” pelo inconsciente coletivo), e sim de um país rico e com alimento a disposição.
Essa tirania da magreza ainda perdura, apesar de muitas pessoas do próprio mundo da moda estarem olhando com bons olhos para aparências mais saudáveis.
Uma boa opção é seguir a filosofia do bem-estar. Se eu me sinto bem, que se dane o que os outros pensam…
Nossa!
Primeira vez que entro e logo de cara vejo este comentário sobre a industria da magreza,inventada pelos estilistas na minha opinião.
Você é,realmente, muito boa no que esta fazendo.Meus parabéns e vou logo avisando que virei frequentador do seu blog.
Muito prazer!
Meses atrás(acho que foi ainda esse ano) morreu de anorexia uma manequim modelo brasileira. Eu gostei muito de um comentário que o Dr. Love fez na revista VOID:
http://www.avoid.com.br/interna.php?cont_id=30&PHPSESSID=af9153c1e4cda7a3d82ad70eba46fe0c
Eu concordo com TUDO o que ele disse.
Surpresa Solta
http://surpresasolta.blogspot.com/
Posso citar seu post no meu blog com um link pra cá?
Obrigado
ADOREI O POST SOBRE A MINHA PESSOA LA EM BAIXO!!!!
: )
Bjo grande e obrigado pela visita
Rafinha
Eu acho que o ponto mais importante foi esquecido. Esse tipo de imagem choca só aqueles que são contra anorexia. As meninas pró-anorexia acham essa modelo daí a coisa mais linda do mundo, um exemplo a ser seguido. Achei que a campanha falha por isso. Anorexia é muito mais do que uma imagem daquilo que as meninas cultuam. É o que você escreveu aí memso, Dani, sobre aceitação, ditadura da beleza e essas coisas.
Não sei o propósito exato dessa campanha, mas se for pra evitar a anorexia, não vai conseguir.
eu li o texto, e a primeira coisa que pensei foi em lembrar o que o Adriano escreveu: o nosso maior desejo é ser aceito, ser amado - é condição humana. Freud explica sabe…
Esse padrão de beleza, eu não sei não hein…é exaltado por uma parte da indústria, mas eu vejo que em outros momentos outros padrões são apresentados e adimirados.
Como disse o Adriano ainda, “Vide Juliana Paes e a própria autora desse blog.” (comparada a Juliana Paes, tu tá poderosa hein?!)
O assunto é uma afronta à sociedade… não o fato de você ou qualquer outra mídia debater! Mas existência do fato é um absurdo e, querer tirar proveito disso deveria ser crime!
O que é aquela foto!?! Eu mesma vivencio a neura de uma garota de 12 anos que não tem de onde tirar gordura mais, por já ser magra, em ficar achando-se sempre gorda…eu mesma sempre fui assim, mas sempre estive longe de sofrer com anorexia ou coisas que te deixem magrinha, magrinha, com exageros inclusos.
Só que a sociedade só acha bonito comentar qdo sai no jornal, para se dizer antenada, e no dia seguinte já volta-se à vida alheia com palpites, reparando na roupa, no isso ou aquilo, fazendo com que vc acabe se preocupando, ainda que sem perceber, com cuidados que serão vistos diante à sociedade, que não lhe paga uma conta se quer! O que é ruim pois, cabeças mais fracas caem nos contos e lutam e relutam contra, ou a favor, da universalidade do padrão de beleza! Um tanto duvidoso, eu acho!
bem, gostei da escrita de vocês, do modo como discorrem os textos… vamos lá, começar um intercãmbio de clicks.
abss
=/
Boa campanha!
- Nossa!
mais eu queria saber qual a principal
estrategia pra elas naum comerem
pq eu tbm queria ser mais magra tbm.
eu so queia saber.
Isso é terrível mesmo.
Imagina uma pessoa nesse estado, se olhando no espelho. Como será que ela se vê?
ISSO ESTA FORA DO NORMAL A MODA AGORA É CORPINHO DE VIOLÃO
eu acho q naum tem nada a vee !
cada um tem sua opinião !
eu quero ser magra ! e seriamente eu cho normal isso cada um eh um vc naum pode proibi uma pessoa de ser assim!
eu me acho muito gorda e pretendo emagrecer as vezes penso q vou entra em depressao por causa disso mas eu estou ficando louca meus amigos falam isso pra mim…….